Neste dia 24 de março, li no Valor Econômico uma matéria da jornalista Adriana Cotias sobre a carta anual de Larry Fink, CEO da BlackRock. E o tema me tocou.
Ele fala sobre desigualdade financeira — um dos grandes desafios do nosso tempo — e, principalmente, sobre o caminho para combatê-la.
Um caminho que, para mim, faz total sentido.
Larry Fink chamou de “milagre cívico” aquilo que acontece quando mais pessoas passam a participar do mercado de capitais. E eu confesso: amei esse termo. Porque ele traduz exatamente o que eu acredito — sem atalhos, sem promessas ilusórias, mas com potência real.
O mercado financeiro não precisa ser um lugar distante, complexo ou restrito. Ele pode — e deve — ser um instrumento de inclusão.
Mas existe um ponto essencial aqui:
não estamos falando de enriquecimento rápido. Estamos falando de construção de longo prazo.
O verdadeiro “milagre” não está no ganho imediato.
Está na consistência.
No tempo.
Na participação.
Quando investimos, deixamos de ser apenas espectadoras da economia e passamos a ser parte ativa do crescimento — das empresas, dos setores, do país.
E é por isso que eu acredito tanto no que faço.
Porque ampliar o acesso ao conhecimento financeiro não é apenas sobre dinheiro.
É sobre autonomia.
É sobre voz.
É sobre ocupar espaços que historicamente não foram pensados para nós.
Precisamos de novos investidores. Mais diversos, mais conscientes, mais preparados.
é preciso democratizar o acesso ao mercado de capitais como meio de criação de riqueza.
Porque quando mais pessoas participam, o crescimento deixa de ser concentrado — e passa a ser compartilhado.
Acredito que seja exatamente isso que o mundo precise agora: mais gente disposta a trilhar, com clareza e intenção, o caminho de longo prazo.